quinta-feira, 9 de junho de 2016

'O CQC acabou porque perdeu a relevância', diz Maurício Meirelles

Quando a Band anunciou que o CQC teria em 2016 um ano sabático, a notícia caiu como uma bomba entre os integrantes. Embora o programa estivesse em crise na audiência e tenha sofrido duras críticas após a última reformulação de elenco, ainda havia esperança - por parte da equipe - de que o público voltaria a se interessar pela atração, que há tempos apresentava sinais de desgaste.
"O CQC acabou porque perdeu a relevância", avalia Maurício Meirelles, que trabalhou como repórter da atração por quatro anos. "Quando o CQC deixou de ser tão relevante nas mídias sociais eu percebi que ali havia um problema. Embora nossa audiência nunca tenha sido grande, tínhamos uma forte presença no meio digital. As pessoas comentavam o que fazíamos. E isso parou de acontecer. Não sei se é porque deixamos de fazer matérias sobre política, ou se é porque investimos mais em festas com famosos", comenta.
Fato é que nunca o CQC se fez tão necessário na TV como em 2016, ano de alta turbulência no cenário político nacional. Uma das principais marcas do programa era a falta de medo dos repórteres em colocar contra a parede os personagens controversos que ocupam cargos públicos. Mas a atração perdeu a ousadia.
"É triste. Estamos em 2016, tem um monte de coisa acontecendo e não tem um CQC, aquele que todo mundo amava, nas ruas. Eu acho que seria mais triste se estivéssemos no ar e não estivéssemos cobrindo política. O momento de hoje urge a necessidade de um CQC contestador. Se estivéssemos nas manifestações, nas eleições, nas votações do Senado e da Câmara teríamos um programa espetacular", diz.

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